Fesma inicia os trabalhos de 2021 com capacitação

6/01/2021

Mesa de abertura da I Oficina de Formação para Apoiadores Institucionais. Foto: Vanessa Ribeiro

Os profissionais da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) iniciaram o ano de 2021 participando da I Oficina de Formação para Apoiadores Institucionais, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Escola de Saúde Pública do Maranhão (ESP-MA) e da Secretaria Adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, com apoio da Secretaria de Estado de Extraordinária de Políticas Públicas (Seepp). A atividade, que começou nesta segunda-feira (4), seguirá até a próxima sexta-feira (8) dividida em duas turmas, para evitar aglomerações.

Atualizações sobre a Covid-19, como conceitos, reinfecção, enfrentamento, perfil epidemiológico por região de saúde, rastreamento de contatos, monitoramento de casos ativos, sistema de informação, além da operacionalização para vacinação em massa estão entre os principais assuntos abordados na oficina.

Oficina de Formação de Apoiadores Institucionais. Foto: Vanessa Ribeiro

O secretário de Estado de Políticas Públicas, Marcos Pacheco, participou da abertura, destacou o importante papel desempenhado pelos profissionais durante todo o ano de 2020 e falou sobre o andamento dos trabalhos neste ano, com assistência e apoio às gestões dos municípios mais vulneráveis do Maranhão com foco na saúde da mulher, saúde da criança, controle da hipertensão, do diabetes e erradicação da Hanseníase.

“O Ministério da Saúde instituiu um programa chamado Previne Brasil, cujos focos são os mesmos da Fesma, com exceção da Hanseníase, então uma coisa vai se ajustar a outra. As equipes continuarão trabalhando com ferramentas, com métodos inovadores, como a parametrização assistencial (distribuição de pacientes dentro de um território por gravidade de risco das doenças), estratificação de risco (assistência prestada para os pacientes que mais precisam e não por demanda espontânea), tudo isso com cuidado humanizado, com a atenção centrada na pessoa, em sua subjetividade e condição pessoal, familiar e comunitária. A Fesma vai ainda apoiar os municípios na vacinação em massa da população, assim que a vacina contra o Covid-19 estiver disponível”, pontuou o secretário.

Em 2021, a Escola de Saúde Pública do Maranhão vai participar mais ativamente dos processos de qualificação dos profissionais da Fesma, trabalhar em conjunto a partir da experiência acumulada dos profissionais no processo de qualificação da educação permanente do estado, em especial aquelas voltadas para a atenção à criança, à mulher, hipertensos e diabéticos e ao apoio institucional aos gestores dos municípios. “Também pretendemos trabalhar em parceria com a Força a questão da vigilância e dos óbitos infantis e maternos como forma de qualificar a gestão e da mudança dos processos de trabalho dos profissionais da Atenção Básica”, afirmou a diretora administrativa da ESP-MA, Ana Lúcia Nunes.

A Fesma atualmente conta com 15 equipes distribuídas por regiões de saúde. O enfermeiro Fábio Garcês fala sobre sua experiência em um ano de pandemia e suas expectativas para este ano. “Em 2020 realizamos um trabalho muito produtivo. Atuamos em várias frentes, como nas triagens de pacientes com Covid em frente as UPAS, nos presídios, em terreiros de matriz africana, quilombos, áreas indígenas entre tantas outras ações. Temos muita satisfação em ver a quantidade de pacientes recuperados que contaram com nossa ajuda. Foi um trabalho incansável da Fesma em meio a esta pandemia”, disse.

Profissionais da Fesma durante Oficina de Formação de Apoiadores Institucionais. Foto: Vanessa Ribeiro

“Para 2021 esperamos continuar com essa integração das equipes de trabalho da Força e das gestões municipais na construção de um bom planejamento, execução, monitoramento e avaliação, para que possamos atender sempre melhor as demandas dos municípios, e claro, já estamos a postos para auxiliar na vacinação das pessoas”, destacou o enfermeiro.

Números da Fesma em 2020

– Áreas indígenas: 2.119 atendimentos e 1.529 testes de Covid-19;
– Áreas quilombolas: 2.099 atendimentos e 2.397 testes de Covid-19;
– Terreiros de matriz africana: 222 testes de Covid-19;
– Casas de longa permanência: 152 testes de Covid-19;
– 42.720 ligações telefônicas para monitoramento dos resultados de exames de Covid-19;
– 46.546 atendimentos aos pacientes com Covid-19 e dos grupos prioritários .